O último caderno de Saramago

 A viúva do escritor português, Pilar del Río, encontra textos inéditos redigidos no ano em que ele recebeu o Nobel

 O escritor José Saramago.
O escritor José Saramago, em fevereiro de 1998, em Barcelona.
Consuelo Bautista EL PAÍS

Leia mais aqui.

Boa leitura!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

JB na terra da Rainha

Um jovem herdeiro. Uma família tradicional muito rica, do ramo de indústria tecnológica. O rapaz passeia por entre as ruas de Londres. Numa loja, é atendido por um afegão e compra uma mochila. Ali, se informa sobre as badalações. Decide, assim, partir para a noitada. A noite o esperava. A noite lhe convidava.

Entra num Pub – The Fitzroy Tavern. Pede uma cerveja. Um pint de trigo. Transita pelo ambiente. Nas paredes do local, quadros com fotos. George Orwell, Virgínia Woolf e outros, dentre os quais, pintores da National Gallery. Todos, no passado, frequentadores do recinto.

O jovem, assim, viaja. Numa mesma mesa, brinda com Sir Eric Arthur Blair e Virgínia. Discutem a vigilância e o controle social. Falam sobre o papel da mulher escritora. Mergulham em quadros coloridos e se sujam com as tintas. Vai então e Volta! O garoto vai e volta!

Então, sai pelas ruas de novo. Caminha por entre becos e ruelas. Alguns casais bêbados de plantão, dando altas risadas. Assim, curte sua embriaguez. Passeia sem destino, sem rumo! Easy rider! Ao sabor do vento!

Até! Até ser surpreendido e sequestrado por alguns homens numa Kombi branca, anos 1970. É, assim, agarrado e colocado para dentro do veículo.

Sua família, desesperada, me contacta, ao saber do episódio, por um telefonema. JB, João Bartolomeu, entra em cena. Do Brasil para a terra da Rainha. Não pretendo encontrar James Bond, o agente 007. Nem mesmo Agatha Christie.  Não tenho ilusões. Não acredito estar dentro de suas estórias nem delas sair. Faço apenas meu trabalho.

Chegando na terra de Meghan e Harry, Kate e William, parto rumo ao dever. Reconstituo os fatos, conversando com algumas pessoas. Junto as peças e monto o quebra cabeça. Vou aos lugares conversados. Converso com mais pessoas. Faço anotações. Junto as peças de novo. Enfim, investigo! Interrogo! E sigo com as investigações!

– Sucesso! – grito alto sozinho no quarto de hotel. Sim, sucesso! Descubro onde o rapaz se encontra em cativeiro!

Sem rodeios parto. Chego e sou recebido a balas! Tiros mesmo! Para felicidade geral, não sou atingido e consigo resgatar o jovem! Como?! Uma hora a bala acaba e aí rendo os sequestradores com minha Magnum 357.

Resgato o rapaz. Tudo acaba bem. Exceto para os sequestradores. Todos presos!

E dali, sob recomendação do jovem, parto para o referido Pub! Onde tomo um pint de cerveja escura, fumo um charuto e também converso um papo animado na agradável companhia de Orwell e Virgínia e… até a noite acabar! E o dia chegar!

 

 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Para John Travolta, TV faz do cinema um ‘gênero vintage’

Para John Travolta, TV faz do cinema um ‘gênero vintage’

Leia mais aqui.

Boa leitura!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

ESPECIAL – SELEÇÃO | Morre Tom Wolf, jornalista e escritor, criador do novo jornalismo

EL País | Tom Wolfe, jornalista e escritor, morre aos 87 anos

Um dos maiores nomes do Novo Jornalismo, autor estava internado em Manhattan, Nova York

Tom Wolfe

O escritor e jornalista Tom Wolfe, em Barcelona, em 2013. AFP

O escritor e jornalista Tom Wolfe, autor de a Fogueira das Vaidades (1987), morreu aos 87 anos, segundo informaram nesta terça-feira diversos veículos de comunicação norte-americanos. O autor era considerado um dos pais do New Journalism (Novo Jornalismo ou jornalismo literário), corrente jornalística que usava elementos da literatura para narrar fatos reais, com técnicas narrativas próprias da ficção, mas sempre respeitando o rigor dos fatos, que teve como expoentes nomes como Gay Tales, Norman Mailer e Truman Capote.

Leia mais sobre Tom Wolfe.

Boa leitura!

Jornal Nacional | Escritor Tom Wolfe, criador do novo jornalismo, morre aos 88 anos

Tom Wolfe percorreu vários mundos da cultura americana em livros; seu livro mais famoso, ‘A fogueira das vaidades’, foi sucesso no cinema.
Aos 26 anos de idade, ninguém queria Tom Wolfe numa redação. Começou então como repórter de baixo escalão num jornalzinho do interior. Aos 32 anos foi para Nova York, de onde nunca mais sairia, e onde encontraria a sua voz.

Leia mais sobre Tom Wolfe.

Boa leitura!

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Duas Rosas no mesmo Vaso

Duas Rosas, Folhas Verdes, Brilhante

Foto: Pixabay

-JB! João Bartolomeu! – gritava pela rua uma senhora.

-Não esqueça seu chapéu!

Olho pra trás e a vejo correndo atrás de mim com o chapéu na mão.

-Muito obrigado!, digo.

Ela, assim, abre um sorriso e diz:

-De nada, meu jovem, sempre um prazer.

Na realidade, eu estava sentado na Cafeteria numa mesa ao fundo de onde podia observar toda a movimentação do local.

Entra e sai pessoas. Fico degustando meu café, com espuma, aroma de canela, e com rota da fumaça que se perde pelo ar, enquanto observo o movimento.

Visto meu chapéu panamá e olho as horas.

-5h20 da tarde! – vejo que estou atrasado.

Então, termino o café, ajeito o óculos de tartaruga no rosto, me levanto e deixo o recinto, após pagar a conta.

A senhora, dona do estabelecimento, assim corre atrás de mim para me devolver o chapéu. Como disse, agradeço, pego o chapéu e sigo em frente.

Pela rua, sigo em frente! Pelas calçadas, fumo meu charuto cubano e solto rodelas de fumaça que se perdem pelo ar.

Vejo toda a movimentação. De transeuntes, carros, carroças de moradores sem teto, aposentados com cachorros na coleira, jovens universitários a adolescentes de colégios, sem deixar de esquecer de namoradinhos trocando beijinhos e abraços.

Então, sigo em minha caminhada. E vejo um delicado casal de lésbicas.

Realmente, as duas formam um belo casal!

Trocam afetos e carícias. Gestos carinhosos. Beijos doces e suaves. Realmente, se amam! E que mal há nisso!?, podem pensar! Realmente, mal não há! Não há de fato mal algum! Pessoas acreditam que se trata de sem-vergonhice. Ou ainda, de opção das duas. E, por fim, de algo que contraria a Religião, a Família e os Bons Costumes!

Ora! Ora bolas! Na verdade, não se trata de nada disso! Com razão, se trata de uma relação natural. Da natureza. Aliás, na própria natureza, há relações afetivas entre animais do mesmo sexo. O que alguns não entendem é que as pessoas nascem assim. Não se trata de escolha ou opção! Muito menos de sem-vergonhice!

Quanto à religião, se lermos o que um líder pregou, ele afirma que devemos amar o próximo como a si mesmo. Não disse, assim, que devemos excluir da relação, as mulheres, os negros, os orientais, os deficientes, os índios e também os homossexuais. Com efeito, ele é claro e diz que devemos todos nos amar.

Outro representante de outra religião já dizia que a diferença é o que nos une. Ora! Acertou em cheio! O que seria do rosa, se todos gostassem somente do azul?, pergunto! Daí existir o arco-íris com várias cores!, brinco!

Há, assim, duas flores rosas no mesmo vaso. As duas rosas, com óculos escuros, se beijam e trocam carícias! Se amam de verdade! Até que um ditador resolve intervir!

O sujeito se aproxima e começa ameaçá-las. Grita ofensas e palavrões! Mostra-se intransigente e ríspido! Faz um show violento e assusta as duas.

Então, me aproximo e digo:

-Calma! Muita calma nessa hora! Deixa as duas em Paz!

-Cale a boca! – responde gritando.

-Então, imobilizo o cretino quando ele já ia agredi-las.

-O cara, metido a machão, assim é detido por mim, até que um policial, que se aproxima, o algema e leva embora.

-As duas me agradecem. Digo que não há problema algum.

Já o carcamano vai de viatura para a delegacia.

Lá, meu contato policial, da delegacia da região, me informa horas depois sobre a conduta do meliante.

Disse que o sujeito, ao chegar na delegacia, estava transtornado, verdadeiramente fora de si.

De modo que, quando o delegado foi interrogá-lo, ele tentou beijá-lo à força! Fora de si, tentava beijar a todos os policiais, investigadores e o próprio delegado!

O sujeito, machão por natureza, ficou louco e transtornado! Já na cela, virou mocinha da turma, levando enrabadas sucessivas de todos debaixo do chuveiro frio! Um, dois, três, quatro, cinco, seis pauladas enrabatórias em seu cú peludo e branco!

E, assim, continuo minha caminhada pelas ruas da Selva de Pedras. E sou abordado, em meu trajeto, por uma jovem de uma ONG internacional de proteção ao meio ambiente. Bato um papo, então, com a moça. Sério, brinco que sou advogado de madeireira. Ela se assusta mas logo percebe a brincadeira. Com isso, deixo que me explique a importância da preservação do meio ambiente para o desenvolvimento sustentável do planeta. E, por fim, contribuo com um investimento singelo para sua causa. E sigo em frente, consciente de que precisava fazer mais para as duas causas. Não podia salvar o mundo. Mas que mal havia em ajudar duas rosas e a verde biologia?

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Literatura nos palcos e nas telas

Lançamento da Segunda Temporada da Série Super Libris com o evento: Literatura nos palcos e nas telas.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

O evento ocorrido no dia 09 de maio no reformado Sesc da Avenida Paulista, teve como participantes, a roteirista Sabina Anzuategui, o dramaturgo Gabriel Miziara e o mediador José Roberto Torero.

O acontecimento marca a estreia dos novos episódios no Sesc Tv, que se iniciam em 14 de maio deste ano (2018). Visite: <www.sesctv.org.tv>. Os programas estarão disponíveis na Internet, bem como é possível acessar o Facebook, Twitter, Youtube e Sesc Tv.

O evento marca o Universo da Literatura. Trata, assim, da adaptação de romances para o teatro e o cinema. “A gente escreve só porque a vida não basta!

Destaque para a literatura marginal, de periferia.

José Torero, assim, apresenta o Super Libris. Diz que a ideia surge num restaurante. O intuito seria fazer programas temáticos, com um jornalista entrevistando um escritor.

Há, então, vários temas abordados, como a morte, o terror e o futebol. Lembra, assim, dos booktubers. Personagens do Youtube, que postam vídeos sobre livros. Entre os autores entrevistados do Super Libris, estão Chico Buarque, Marcelo Rubens Paiva, entre outros.

Na exposição, questionou-se se letra de música é poesia. A resposta: Sim e Não. Falou-se também sobre literatura de bancas de jornal.

Então, discutiu-se sobre adaptações da literatura. “Vira coisa adaptada“, para cinema/tv/teatro.

Os youtubers, na verdade, booktubers se tratam da extensão da literatura para o vídeo.

Assim, indaga-se: “A Literatura é nobre ou pobre?“; “Como transformar literatura em cinema? Em televisão?

Sabina, assim, expõe listas de fofocas.

A autora trata de fatos básicos. Aponta que já escreveu alguns roteiros, adaptados de livros.

Desmundo, de Ana Miranda, trata-se de um deles.

Como esquecer é outra adaptação da autora do livro para o cinema.

Trata, assim, da prosa poética e da dramaturgia. Como traduzir o universo subjetivo dos personagens.

Fala sobre um livro ruim! Cuja adaptação teve de se afastar do livro para criar personagem afetiva. No filme, há uma mulher chata!, segundo Sabina. Então, teve de simplificar e reformar o roteiro para poder vender.

Gabriel, por sua vez, lembra que, quando pequeno, lia a coleção de Monteiro Lobato. Sua mãe lhe oferecia R$ 5,00 por livro lido. A palavra, assim, formava uma imagem em sua cabeça.

Lembra também que um professor lhe disse para ler O Estrangeiro de Camus. O autor disse que comprou o livro em um sebo e leu em um dia. Era realmente preciso falar disso! Torna-se, então, um leitor voraz de grandes clássicos.

Gabriel fala, assim, que os autores começaram a formar um universo em sua cabeça.  E que seria preciso fazer adaptações de suas obras.

Lê, então, Crime e Castigo, e o personagem lhe passa pela cabeça, pelo corpo. Forma, assim, uma imagem que lhe passa pela cabeça para passar ao teatro.

Para ele, a literatura se trata com razão de um simulacro. De uma simulação da realidade.

José Roberto, com isso, problematiza: “Cinema é Pobre?” E responde: “O Cinema se trata de uma amplitude maior“. O Cinema possibilita lucro. “Para que adaptar?“, se a história já existe!

Sabina, então, afirma que, desse modo, é possível explorar mais público. Livros famosos adaptados geram lucro. Para ela, a literatura empresta nobreza para o filme. Um livro famoso/nobre cumpre esta função.

Gabriel, por seu turno, afirma que quanto mais difícil, mais vamos querer fazer. Diz que se retoma o lugar onde aquilo lhe provoca, toma paixões. Ele diz, portanto, que dialoga com Virginia Woolf.

E José Roberto, assim,  lembra da loucura expressa por Lourenço Mutarelli, em programa da Sesc Tv.

Depois disso, foram feitas perguntas pelo público aos participantes, que prontamente responderam as questões.

Realmente, um grande evento maravilhoso que não poderia ser perdido!

 

 

 

 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Páu-Brazil

Barcos, Iate, Baía, Navio, Água, Mar

Foto: Pixabay

Um oceano a frente…
Um mar inteiro…!
Uma floresta tropical.
Uma caatinga árida.
Páu-Brazil,
Cactos.
Rios oceânicos,
Areias egípcias.
Um faraó!
Um sultão!
Um amor celestial,
Uma paixão infernal,
Um cartão de visita oriental.

Nicholas (Maciel) Merlone.
sp. 07 maio / 2018.

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário