Domingo de Sol

Domingo ensolarado pela manhã. Vou ao parque jogar basquete. Volto para casa e almoço em família. Rango preparado pelo meu pai. Sobremesa e café. Vou para a av. Paulista. Feirinha de artesanato. Feirinha de antiguidades. Músicos pelas calçadas. Legião Urbana, Jazz, Michael Jackson, Elvis Presley e outros covers. Famílias, casais, jovens, idosos, negros, ruivos, loiros, orientais… um ambiente democrático! Sigo em frente. Obras artísticas, artesanais. Livros… sim, muitos livros! Livreiros pelas calçadas. Best Sellers, obras raras! Caminho um pouco mais. Tortas, café! Sem antes deixar de comer acarajé e bebericar uma cerveja. A Bahia também está aqui, penso. Fumo meu cigarro, deixo a rota do fumo me levar. Vou até Salvador. Vou até Brasília. Vou até aonde a rota do fumo me levar. Chegando em Portugal, encontro Fernando Pessoa na Tabacaria. Florbela Espanca nos acompanha no vinho do Porto. Dali parto de volta ao verde e amarelo que são as cores! Então, me sento num banco do Parque Trianon em frente ao Masp, museu de São Paulo projetado por Lina Bo Bardi. Fumo mais um cigarro. Enquanto isso, uma moça que chega sorrateira, me pede: “Tem fogo?”. Respondo que sim! E eu, Audrey Hepburn e nossa amiga Clarice Lispector, todos juntos fumamos um cigarro, enquanto fazemos um intercâmbio literário na Casa das Rosas, sem sair do parque. De repente, acordo de sobressalto e grito: “Pomba, filha da puta!”. A maldita acaba de cagar na minha cabeça!

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